domingo, 9 de janeiro de 2011

UM VASO DIVINO... O CORPO HUMANO.














O corpo humano é formado por 10 mil quatrilhões de átomos, em uma colônia orgânica de 70% de ÁGUA e 60 trilhões de células que têm tarefas diversas, com funções especializadas e sincronizadas em perfeita coordenação hierárquica. Pense-se que uma célula-ovo é constituída de 8640 quatrilhões de átomos, recolhidos em 1728 trilhões de moléculas e que o menor organismo vivente é constituído, pelo menos, por 4 trilhões de moléculas. Um átomo tem o diâmetro de cerca de um décimo milionésimo de milímetro, enquanto o núcleo e os elétrons oscilam entre cem bilionésimos e um trimilionésimo de milímetro.
Somente um centímetro cúbico de hidrogênio contém 54 bilhões de átomos. Vejamos a distribuição: 65,40+25,60+7,50+1,25 = 99,75, assim distribuídos:

  • 65,400 % = 6.540 quatrilhões em átomos de Hidrogênio
  • 25,600 % = 2.560 quatrilhões em átomos de Oxigênio
  • 7,500 % = 750 quatrilhões em átomos de Nitrogênio
  • 1,250 % = 125 quatrilhões em átomos de Carbono
  • 0,200 % = 20 quatrilhões em átomos de Fósforo
  • 0,049 % = 4,9 quatrilhões em átomos de Enxofre
  • 0,001 % = 100 trilhões em átomos de: Cálcio, Ferro, Cobre, Manganês, Magnésio, Potássio, Sódio, Cloro e Iodo.
Todo átomo é composto de um núcleo positivo em repouso ou rotativo sobre si mesmo, em torno do qual, com uma velocidade de 30 km por segundo, (108.000 km/h) move-se uma miríade de elétrons de carga variada, de número diverso conforme cada único elemento.
Num centímetro cúbico do ar que respiramos cerca de 30 bilhões de moléculas se precipitam com velocidades fantásticas, chocando-se e mudando rumo cerca de 10 milhões de vezes num segundo. Respiramos esse mundo cinético e, assim formamos inúmeras outras combinações de movimentos, das quais deriva o nosso funcionamento orgânico e a nossa vida.
Pense-se que o aspecto físico da matéria, como também do nosso corpo, é devido simplesmente ao vertiginoso movimento dos elementos dos átomos que o constituem, e que dessa forma se regem por que são guiados por um pensamento inteligente, embora escondido em nosso inconsciente; e então, que significa a presença dessa inteligência que, através de nosso inconsciente nos plasma e nos mantém a vida, à nossa revelia, senão a imanência de Deus?

“No corpo humano, temos na Terra o mais sublime dos santuários e uma das super maravilhas da Obra Divina.Da cabeça aos pés, sentimos a glória do Supremo Idealizador que, pouco a pouco, no curso incessante dos milênios, organizou para o espírito em crescimento o domicílio de carne em que a alma se manifesta. Maravilhosa cidade estruturada com vidas microscópicas quase imensuráveis, por meio dela a mente se desenvolve e purifica, ensaiando-se nas lutas naturais e nos serviços regulares do mundo, para altos encargos nos círculos superiores.
A bênção de um corpo, ainda que mutilado ou disforme, na Terra, é como preciosa oportunidade de aperfeiçoamento espiritual, o maior de todos os dons que o nosso Planeta pode oferecer. Emmanuel - (Roteiro) [55 pág. 62]
O corpo humano é um conjunto de células aglutinadas ou de fluidos terrestres que se reúnem, sob as leis planetárias, oferecendo ao Espírito a santa oportunidade de aprender, valorizar, reformar e engrandecer a vida.

Paternidade e maternidade, raça e pátria, lar e sistema consangüíneo são conjugados com previdente sabedoria para que não faltem ao reencarnante todas as possibilidades necessárias ao êxito no empreendimento que se inicia.
E senhor das experiências adquiridas que lhe despontam do ser, em forma de tendências e impulsos, recebe o Espírito um inteiramente novo, em olvido temporário, mas não absoluto, das experiências pregressas, corpo com o qual será defrontado pelas circunstâncias favoráveis ou não do caminho que deve percorrer, para prosseguir na obra digna em que se haja empenhado ou para retificar as lições em que haja falido.
Nessas diretrizes, nem sempre estará integrado normalmente na posição em que a vida mental e o campo somático se mostram em sinergia ideal.
Às vezes, deve sofrer mutilações e enfermidades benéficas, inibições e dificuldades orgânicas de caráter inevitável, porque, de aprendizado a aprendizado e de tarefa a tarefa, quanto o aluno de estágio a estágio para as grandes metas educativas, é que se levantará, vitorioso, para a ascensão à Imortalidade Celeste.
Constituído por bilhões de células ou individualizações microscópicas, que se ajustam aos tecidos sutis da alma, partilhando-lhes a natureza eletromagnética, lembra uma oficina complexa, formada de bilhões de motores infinitesimais, movidos por oscilações eletromagnéticas, em comprimento de onda específica, emitindo radiações próprias e assimilando as irradiações do plano em que se encontram, tudo sob o comando de um único diretor: a mente.”
(EMMANUEL - psicografado por Chico Xavier).

“Vosso corpo é o templo do espírito, que habita em vós, proveniente de Deus. O perispírito modela o organismo de que o Espírito tem necessidade, encontrando o processo de reencarnação nos genes e cromossomos as matrizes fixadoras das necessidades de reparação da criatura. Dessa forma, cada ser em desenvolvimento na Terra possui o corpo que lhe é necessário para a evolução.”
(JOANNA DE ÂNGELIS - Psicografado por Divaldo Pereira Franco).

domingo, 14 de novembro de 2010

A CARTA DE BOLONHA, DE 1248 E.´. V.´.

O mais antigo documento maçônico conhecido no mundo o “Statuta et Ordinamenta Societatis Magistrorum Tapia et Lignamiis” ou “Carta de Bolonha” foi redigido originalmente em latim por um escrivão público de Bolonha, a partir das ordens do prefeito de Bolonha, Bonifacii di Cario, no dia 8 de agosto de 1248. O original é conservado atualmente no Arquivo de Estado de Bolonha, Itália.
Tão importante documento tem sido incompreensivelmente ignorado pelos estudiosos da História da Maçonaria, por mais que as causas de seu esquecimento sejam óbvias, dado o empenho generalizado em ressaltar somente as origens inglesas da Maçonaria, e ainda assim foi publicado A. Gaudenzi no nº 21, correspondente a 1899, do Boletim do Instituto Histórico Italiano, titulando seu trabalho: “As Sociedades das Artes de Bolonha. Seus Estatutos e suas Matrículas”.
Os autos correspondentes à “Carta de Bolonha” estão integrados por documentos datados em 1254 e 1256 e tem sido reproduzido integralmente e com fotografias do original em um livro com o título “In Bologna. Arte e società dalle origini al secolo XVIII”, publicado em 1981 – hoje já fora de catálogo – pelo “Collegio dei costruttori edili di Bologna”.
Consciente da importância maçônica de tal documento, o Ir.´. Eugenio Bonvicini o editou em 1982 juntamente com um ensaio de sua autoria, apresentado oficialmente por ocasião do “Congresso Nacional dos Sublimes Areópagos da Itália do Rito Escocês Antigo e Aceito”, reunido em Bolonha naquele mesmo ano. Do trabalho do Ir.´. Bonvicini publicou-se um resumo na Revista Pentalfa (Florença, 1984). Além disso, foi reproduzido em um capítulo de “Massoneria a Bologna”, de Carlo Manelli (Editorial Atanor, Roma, 1986) e em “Massoneria di Rito Scozzese”, Eugenio Bonvicini. (Editorial Atanor, Roma, 1988).
Está bem claro que a “Carta de Bolonha” é, para todos os efeitos, o documento maçônico (original) sobre a Maçonaria Operativa mais antigo encontrado até hoje. É anterior em 142 ao “Poema Regius” (1390), 182 anos ao “Manuscrito de Cooke” (1430/40), 219 anos ao “Manuscrito de Estrasburgo” reconhecido no Congresso de Ratisbona de 1459 e autorizado pelo Imperador Maximiliano em 1488, e 59 anos ao “Preambolo Veneziano dei Taiapiera” (1307).
O conhecido historiador espanhol, especializado em Maçonaria, padre Ferrer Benimeli, SJ, em seu comentário sobre a “Carta de Bolonha” diz (traduzido do italiano):


“Tanto pelo aspecto jurídico, quanto pelo simbólico e representativo, o Estatuto de Bolonha de 1248 com seus documentos anexos nos coloca em contato com uma experiência construtiva que não foi conhecida e que interessa à moderna historiografia internacional, sobretudo da Maçonaria, porque situa-se, pela sua cronologia e importância, até agora não conhecida, à altura do manuscrito britânico “Poema Regius”, do qual é muito anterior e que até hoje tem sido considerado a obra mais antiga e importante”.

A “Carta de Bolonha” confirma o texto das Constituições de Anderson, 1723, quando diz tê-las redigido após consultar antigos estatutos e regulamentos da Maçonaria Operativa da Itália, Escócia e muitas partes da Inglaterra. Revisando o texto do “Statuta et ordinamenta societatis magistrorum tapia et lignamiis”, não resta a menor dúvida de que este foi um dos estatutos e regulamentos consultados por Anderson. Os estatutos de 1248 foram seguidos pelos de 1254/1256, publicados em 1262, 1335 e 1336. Este último esteve vigente e inalterado até que em 1797 a “Società dei maestri muratori” foi dissolvida por Napoleão Bonaparte.
Em 1257 foi decidida a separação entre os Mestres do Muro e os Mestres da Madeira, que até então eram uma única Corporação, mas separados desde antes nos trabalhos das correspondentes Assembléias tendo, porém, os mesmos Chefes.
No mesmo Arquivo de Estado da Bolonha, conserva-se uma “lista de matrícula” datada em 1272 e ligada à “Carta de Bolonha”, que contém 371 nomes de Mestres Maçons (Maestri Muratori), dos quais 2 são escrivães públicos , outros 2 são freis e 6 são nobres.

Clique no link para ver o documento: A CARTA DE BOLONHA - tradução.

sábado, 24 de julho de 2010

SIMILARIDADES ENTRE A ARTE REAL E A ROSACRUZ R+C



A Alquimia Evidencia Uma Ligação Entre as Duas Ordens.
O rosacrucianismo, assim como a Maçonaria, é um sincretismo de diversas correntes filosóficas-religiosas: hermetismo egípcio, cabalismo judaico, gnosticismo cristão, alquimia etc. A primeira menção histórica da ordem data de 1614, quando surgiu o famoso documento intitulado “Fama Fraternitatis”, onde são contadas as viagens do alemão Rosenkreuz pela Arábia, Egito e Marrocos, locais onde teria adquirido sua sabedoria secreta, que só seria revelada aos iniciados.
    Existe ligação entre a Maçonaria e os rosacruzes e essa ligação começou já na Idade Média. No fim do período medieval e começo da Idade Moderna, com inicio da decadência das corporações operativas (englobadas sob rótulo de maçonaria de Ofício ou operativa), estas começaram, paulatinamente, a aceitar elementos estranhos à arte de construir, admitindo, inicialmente, filósofos, hermetistas e alquimistas, cuja linguagem simbólica assemelhava-se à dos francos-maçons. Como a Ordem Rosa-cruz estava impregnada pelos alquimistas, como já vimos, Dara daí a ligação do rosacrucianismo e da alquimia com a Maçonaria. Leve-se em consideração, também, que durante o governo de José II, imperador da Alemanha de 1765 a 1790, e co-regente dos domínios hereditários da Casa d’Áustria, houve um grande incremento da Ordem Rosa-cruz e sua comunidade, atingindo até a Corte e fazendo com que o imperador proibisse todas as sociedades secretas, abrindo, apenas, exceção aos maçons o que fez com que muitos rosacruzes procurassem as lojas.
   Ambas as Ordens são medievais, se for considerado o maior incremento da Maçonaria de Ofício durante a Idade Média e o início de sua transformação em Maçonaria dos Aceitos (também chamada, indevidamente, de “Especulativa”).Se, todavia, considerarmos o início das corporações operativas, em Roma, no século VI antes de Cristo, a maçonaria é mais antiga. Isso, é claro, levando em consideração apenas, as evidências históricas autênticos e não as “lendas”, que fazem remontar a origem de ambas as instituições ao antigo Egito.
    A maçonaria é uma ordem totalmente templária, ou seja, os ensinamentos só ocorrem dentro das lojas. Já a Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz - AMORC dá ao estudante o livre arbítrio de estudar em casa ou em um templo Rosa-cruz. O estudo em casa é acompanhado à distância, e assim como a maçonaria, é composto de vários graus, que vão do neófito (iniciante) ao 12º grau, conhecido como grau do ARTESÃO.
    O estudo no templo, mesmo não sendo obrigatório, proporciona ao estudante além do contato social como os demais integrantes, a possibilidade de participar de experimentos místicos em grupo, e poder discutir com os presentes os resultados, e por último, a reunião templária fortalece a egrégora da organização, o que também ocorre na maçonaria.
Da Regeneração e Imortalidade a Reformador Social.
    A partir da metade do século XVIII e, principalmente, depois de José II, com a maciça entrada dos rosacruzes nas lojas maçônicas, tornava-se difícil, de uma maneira geral, separar Maçonaria e rosacrucianismo, tendo, a instituição maçônica, incorporado, aos seus vários ritos, o símbolo máximo dos rosacruzes: ao 18º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, ao 7º grau do Rito Moderno, ao 12º grau do Rito Adoniramita etc.

    O Cavaleiro Rosa Cruz, é, como o próprio nome diz, um grau cavalheiresco e se constitui no 18º Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito. A sua origem hermetista e a sua integração na Maçonaria, durante a Segunda metade do século XVIII, leva a marca dos ritualistas alquímicos, que redigiram naquela época os rituais dos Altos Graus. O hermetismo atribuído ao Grau 18 é perceptível no símbolo do grau, que tem uma Rosa sobreposta à Cruz, representando esta, o sacrifício e a Rosa o segredo da imortalidade, que nada mais é do que o esoterismo cristão, com a ressurreição de Jesus Cristo, ou seja, a tipificação da transcendência da Grande Obra.
    A Maçonaria também incorporou, em larga escala, o simbolismo dos rosacruzes, herdeiros dos alquimistas, modificando, um pouco, o seu significado e reduzindo-o a termos mais reais. Assim, o segredo da imortalidade da alma e do espírito humano, enquanto é aceito o princípio da regeneração só pode ocorrer através do aperfeiçoamento contínuo do homem e através da constante investigação da Verdade. O misticismo dos símbolos rosacruzes, todavia, foi mantido, pois embora a Maçonaria não seja uma ordem mística, ela, para divulgar, a sua mensagem de reformadora social, utiliza-se do misticismo de diversas civilizações e de várias correntes filosóficas, ocultistas e metafísicas.
As Iniciações.
    Uma singularidade entre a AMORC e a Maçonaria, são as iniciações nos seus respectivos graus, sendo que para ambas, a primeira é a mais marcante. No caso da Maçonaria a iniciação é ao grau de Aprendiz, e da AMORC, a admissão ao 1º grau de templo. As iniciações têm o mesmo objetivo, impressionar o iniciante, levá-lo à reflexão, para que ele decida naquele momento se deve ou não seguir adiante, e se o fizer, assumir o compromisso de manter velado todos os símbolos, usos e costumes da instituição de que fará parte.
O Simbolismo.
    Vários são os símbolos comuns às duas instituições, a começar pela disposição dos mestres com cargos, lembrando os pontos cardeais, e a passagem do Sol pela Terra, do Oriente ao Ocidente.
    Cada ponto cardeal é ocupado por um membro. A figura do venerável mestre na maçonaria, ocupando sua posição no Oriente, encontra similar na Ordem Rosa-cruz, na figura de um mestre instalado, que ocupa seu lugar no leste. A linha imaginária que vai do altar dos juramentos ao Painel do Grau, e a caminhada somente no sentido horário, também é similar. Em ambos os casos o templo é pintado na cor azul celeste, e a entrada dos membros ocorre pelo Ocidente.
    O altar dos juramentos encontra semelhança no Shekinah na ordem Rosa Cruz, sendo que neste último não se usa a bíblia ou outro livro, mas sim 3 velas dispostas de forma triangular, que são acesas no início do ritual e apagadas ao final deste, simbolizando a luz, a Vida e o Amor.
    Outra semelhança é o uso de avental por todos os membros iniciados ao adentrarem o templo, enquanto que os oficiais, (equivalente aos mestres com cargo), usam paramentos especiais, cada qual simbolizando o cargo que ocupa no ritual.
    O avental usado pelos membros não diferencia o grau de estudo.
    Algumas das diferenças ficam por conta da condução do ritual, onde na rosa cruz tem caráter místico-filosófico.
    Os iniciantes na Ordem Rosa Cruz recebem seus estudos em um templo separado, anexo ao templo principal, enquanto os aprendizes maçons recebem suas instruções juntamente com os demais irmãos e, finalmente, o formato físico da loja maçônica lembra as construções greco-romanas, enquanto que a Ordem Rosa Cruz (AMORC) lembra as construções egípcias.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

IMPERDÍVEL – LANÇAMENTO DE LIVRO DO IRMÃO BENEDITO MARQUES.

A ideologia maçônica tem por fundamento a crença da existência de um criador do Universo, DEUS, o Grande Arquiteto do Universo. Tem ainda como regra a lei natural; como causa, a busca da VERDADE, da LIBERDADE, baseadas na LEI MORAL; como principio, a LIBERDADE, a IGUALDADE e a FRATERNIDADE, a CARIDADE; como frutos, a VIRTUDE, a SOCIABILIDADE e o PROGRESSO; por fim, a FELICIDADE, a PAZ e a CONCÓRDIA para a humanidade.

A história da Arte Real certamente nos proporciona grandes e peculiares episódios, protagonizados por personagens dos mais variados universos, que, por conta disso, ganha o status de uma história única, diferente de todas as outras. São histórias de vida que, uma vez unidas, formam uma rede de acontecimentos e visões de mundo que regem a tônica dos eventos ocorridos em uma conjuntura estabelecida.
Dessa forma, busquei os contornos para transmitir o convite feito pelo valoroso Irmão Raimundo Ferreira Marques, Grão Mestre Ad Vitam, do Grande Oriente Autônomo do Maranhão – GOAM, ex-Procurador Geral do Estado do Maranhão e atualmente Conselheiro Federal da OAB-MA, que transcrevo Ipsis litteris:

“...Aproveito para lhe convidar ou lhe "convocar" para o lançamento do Livro MARCAS DO PASSADO - PARTICIOAÇÕES CIRCUNSTANCIAIS DE MAÇONS EM EPISÓDIOS DO BRASIL-HISTÓRIA, do meu e nosso irmão Benedito Marques. Fiz o prefácio. Asseguro-lhe que é uma obra de fôlego. Revolucionária, instigante e alentadora. O acontecimento, se dará na Loja Guardiã da Independencia, do GOAM, na terça feira dia 27 deste, a partir das 21 horas. fraternalmente Raimundo Marques.”


Benedito Ferreira Marques, nascido no interior do Maranhão em Barro Branco, começou seus estudos em escola pública e, com a dedicação que lhe é peculiar, foi galgando os degraus que o levariam à universidade, sonho de qualquer jovem, de fato difícil de conquistar, mas não impossível para quem tivesse perseverança, como tem nosso homenageado.
Por esse motivo, com o objetivo de buscar novas oportunidades para seu crescimento pessoal, profissional e cultural, se mudou para São Luis, ingressando na Universidade Federal do Maranhão, no curso de Direito, lugar onde conheceu sua esposa, a jovem Nelice, que cursava Serviço Social, onde desse matrimônio, nasceram as filhas Marlice e Carla Regina.
O nosso Irmão escritor formou-se com louvor e se mudou para as terras goianas na década de 70, devido à aprovação no concurso do Banco do Brasil para a carreira de advogado daquela importante instituição financeira.
Mas sua estada ali realmente seria breve, pois estava disposto a alçar vôos maiores e desafiadores, notadamente em sua profissão, por isso, começou a se aprofundar cada vez mais em seus estudos, tornando-se um dos mais respeitados conhecedores do Direito Agrário.
Com especialização em Direito Civil pela Universidade Federal de Goiás; especialização também em Direito Agrário e Comercial na mesma universidade, onde conquistou o título de Mestre em Direito Agrário no ano de 1988. Em 2004, alcançou o título de Doutor pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE.
Possuidor de um currículo invejável, tendo destaque nas atividades profissionais: na Universidade Federal de Goiás, Subchefe do Departamento de Direito Privado; Coordenador do Curso de Mestrado em Direito Agrário; Diretor de unidade e de Vice-Reitor, o qual acumula com o de professor adjunto, ministrando aulas em nível de graduação e pós-graduação.
Foi também professor convidado da importante instituição de ensino do Estado de Goiás, a Universidade Católica de Goiás. Acompanhou projetos de pesquisa, participou de inúmeras bancas examinadoras de mestrado e ainda encontrou tempo para produzir artigos, textos em jornais, trabalhos publicados em anais de congressos e seus livros, demonstrando toda sua cultura acadêmica.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

MORAL MAÇÔNICA.


 Ir.´. Ethiel Omar Cartez Gonzalez.
O que caracteriza o homem à imagem do Grande Arquiteto do Universo, não é a sua inteligência finita, mas a sua vontade que depende do seu livre-arbítrio. O homem pode querer tudo, ainda que não possa realizar tudo, ao passo que a inteligência, mesmo querendo, não poderá compreender tudo. O pensamento é, portanto, uma conquista, seja contra as idéias confusas que provêm dos sentidos e seja contra as paixões da alma.
A vontade é, certamente, o elemento ativo do espírito, rejeitando todas as noções falsas que a inteligência recebe dos sentidos e da imaginação. As realizações da inteligência e o desenvolvimento ordenado das idéias claras são uma conquista da vontade.
A liberdade é um ato de vontade, de exercício do livre-arbítrio, uma afirmação de soberania como única forma de raciocínio construtivo. A liberdade sugere uma subordinação em relação à vontade toda vez que a inteligência descobrir as chamadas idéias claras e distintas.
A ação do pensamento e da inteligência é essencialmente um ato da vontade e da liberdade. A indiferença foi definida como uma preguiça da vontade, que tem sua origem na ignorância e o arrependimento como uma espécie de tristeza que vem da certeza de termos praticado uma má ação.
O erro tem sua origem no uso abusivo da vontade, sendo que só a vontade poderá evitá-lo. Sábio é aquele que sabe duvidar e a dúvida, acionada pelo juízo, é antes de tudo um ato de liberdade destinado a suprimir o erro.
Para sairmos da dúvida é preciso fazer dela o próprio instrumento de trabalho, partindo em busca da pesquisa. A dúvida metódica é a salvação da inteligência e o começo da sabedoria. O conhecimento, portanto, é uma "inspeção do espírito", que pode ser imperfeita quando feita pelos sentidos e pela imaginação, mas distinta quando provém do intelecto.
Para os filósofos da época do iluminismo a tolerância tinha como sinônimo a generosidade, que é para eles não só a chave de todas as paixões, mas também é definida como a própria virtude no terreno das paixões da alma. Na união do corpo e da alma, a tolerância será o elemento moral capaz de estabelecer o equilíbrio da natureza humana, porque representa uma consciência da liberdade e o propósito de bem usá-la.
Ao dominar os desejos, a tolerância governa as molas propulsoras de quase toda a nossa vida moral. Conhecer e saber que o livre-arbítrio é o nosso maior bem e estar firme no propósito de bem usá-lo é estabelecer o equilíbrio das paixões da alma. É isso que se constitui no ideal da moral maçônica nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos
SOBRE MORAL
A Moral é o conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada.
Que entendemos por moral?
“Que procede conforme a honestidade e à justiça, que tem bom costumes, e dos de dos deveres do homem em sociedade e perante os da sua classe. Conjunto de preceitos ou regras para dirigir os atos humanos segundo a justiça e a equidade natural. Modo de proceder”. (Fonte: Dicionário Brasileiro da Enciclopédia Mirador).
A Moral está na base da Maçonaria, em sua história, em suas leis, em todo o seu desenvolvimento. É a razão de ser e o principal objetivo da Instituição que, sem ela, não se poderia manter. Esse objetivo é mesmo assinalado na primeira linha do primeiro artigo dos “Deveres de um Maçom”, nas “Constituições” Maçônicas, desde 1723: “Um Maçom é obrigado pela sua dependência (à Ordem) a obedecer à Lei moral...”. Assim, a Moral maçônica é a moral solidária (que tem responsabilidade recíproca).
Analisando historicamente a Moral, esta aparece junto com a sociedade humana. A moral da sociedade primitiva não censurava o canibalismo, o incesto a matança de anciãos, etc devido ao seu nível extremamente baixo de desenvolvimento cultural. A tribo era coletivista e para sobreviver cultuava nos seus membros o heroísmo, a honra, a audácia, a defesa, a ajuda mútua, a força física, etc. “Virtus”, expressão latina que designava a força física e o valor e começou a ser utilizado no sentido de virtude.
Na sociedade escravista as relações humanas incluem somente os homens livres ficando os escravos, valor nas guerras, etc. A crueldade e, inclusive, matar um escravo não acarretava nenhum sentimento de piedade ou remorso; era normal. Mas quando a sociedade cresceu o estado escravista não respondeu às suas maiores necessidades econômicas.
A questão moral remonta aos povos antigos, antes mesmo de a palavra filosofia ser usada por Pitágoras, entre os gregos, viveram homens de grande sabedoria. O primeiro a ser conhecido como sábio foi Tales de Mileto: ele viveu por volta de 640 a.C. e, ao lhe perguntarem: "qual é a coisa mais difícil?", ele respondeu: "a coisa mais difícil é conhecer-se a si mesmo"; e ao lhe perguntaram ainda: "como podemos viver a vida melhor e mais justa?", ele respondeu: "abstendo-nos de fazer o que censuramos nos outros". Entre os sábios gregos, o mais notável foi Sócrates; ele nada escreveu, mas ensinou vivendo a filosofia. Para ele, o fundamental era "conhecer-se a si mesmo" pela reflexão. Ele estava convencido de que a virtude identifica-se com a sabedoria e o vício decorre da ignorância, do desconhecimento da verdade.
Platão, que foi o principal discípulo de Sócrates, identificava na alma humana três virtudes: o instinto, a coragem e a razão. No instinto manifestam-se os desejos ligados a sobrevivência e à reprodução. Pela coragem o homem expressa desejos superiores, dando testemunho da existência de uma vontade livre e autônoma. E pela razão governa sua vontade e seus instintos. Isso nos faz lembrar as lições dos aprendizes, onde o maço da vontade é governado pelo cinzel da razão no desbaste da P.'.B.'..
Aristóteles dividiu a ética em duas categorias de virtudes: as morais calcadas na vontade e as intelectuais calcadas na razão. As virtudes morais são a coragem, a generosidade, a magnificência, a doçura, a amizade e a justiça; as virtudes intelectuais são a sabedoria, a temperança e a inteligência. Aí está o principal fundamento do método maçônico.
O regime feudal considerava o membro da gleba, um homem, mas um homem inferior que estava incluído dentro da transação de compra e venda de uma propriedade, mas o senhor já não tinha mais o direito de vida ou morte sobre ele. A igreja católica apóia tanto o sistema escravista com o sistema feudal. Ela pertence, social e economicamente, à classe dominante. A moral do senhor feudal proibia-lhe dedicar-se ao comércio e aos ofícios, mas era lícito o direito de pernada, ou jogar ao baralho a sorte dos servos de sua propriedade. A virtude dos servos era o trabalho e a obediência.
A revolução francesa libera o homem da opressão do feudalismo. Cria liberdade de ação e pensamento, nascem os ideais humanistas, mas são afetados pelas péssimas condições econômicas. É gerada uma moral individualista. Robespierre chama o patriotismo como uma “virtude suprema”, mas acaba-se convertendo em ódio social e estandarte de guerra de dominação.
No século XVII foram criadas as condições para o surgimento do movimento iluminista no século seguinte. No campo da filosofia, Descartes e Espinosa destacaram-se na preparação do terreno para estes novos tempos.
Baruch de Espinosa, nascido em 1632 na Holanda, ao afirmar que no Antigo Testamento não contém verdades, mas preceitos morais e políticos que visam a preservar a unidade e a dirigir o povo judaico através dos tempos, ele sofreu os efeitos da intolerância religiosa, acusado de ateu e excomungado pela sinagoga de Amsterdam.
Segundo Espinosa, todo estado autoritário tem origem na superstição, onde os chefes alimentam o terror das massas, o que coincide com o pensamento maçônico, onde o fanatismo político e religioso é tido como responsável pelas maiores desgraças vivenciadas pela humanidade.
René Descartes, nascido em 1596, este filósofo e matemático francês dedicou grande parte da sua obra às questões relacionadas com a moralidade. Em sua obra "O Tratado das Paixões" deduz que é no livre-arbítrio que o homem poderá buscar a educação do intelecto, capaz de livra-lo do vício. Afirma que o erro moral é precedido pela falta de sabedoria. Para ele a utilidade da moral consiste em governar o desejo sobre o nosso modo de agir.
A ruptura desse filósofo francês com o pensamento eclesiástico reside no fato de que o pensamento cristão tratava da virtude como uma preparação para a vida futura, ao passo que para ele o homem racional poderia alcançar a virtude pelo seu esforço de bem agir.
Considerando que as obras dos principais filósofos do Iluminismo, entre os quais Voltaire, Rousseau, Montesquieu e Diderot, ainda não eram conhecidos naquela época, onde então aqueles freqüentadores da taberna buscavam inspiração filosófica e motivação para fundarem uma instituição maçônica da forma como é conhecida nos dias atuais?
Embora a aprovação da Constituição do reverendo James Anderson, em 24 de junho de 1717, tenha acontecido 67 anos depois de Descartes, suas idéias no campo da moralidade influenciaram certamente os fundadores da instituição maçônica, o que ficará demonstrado mais adiante, pelos seus conceitos sobre a questão moral do ponto de vista racional e científico.
E, para discernir entre os Vícios e Paixões, derivados da união da alma com o corpo, Descartes sugere a busca da Verdade, através do Autoconhecimento impulsionado pela Vontade.
Pelo anterior, pode-se ver que não existe uma moral eterna e imutável. A moral é histórica, conjuntural e determinada pela classe dominante.
O que entende a Maçonaria por moral ?
Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.
A Moral está na base da Maçonaria, em sua história, em suas leis, em todo o seu desenvolvimento. É a razão de ser e o principal objetivo da Instituição que, sem ela, não se poderia manter. Esse objetivo é mesmo assinalado na primeira linha do primeiro artigo dos “Deveres de um Maçom”, nas “Constituições” Maçônicas, desde 1723: “Um Maçom é obrigado pela sua dependência (à Ordem) a obedecer à Lei moral...”. Assim, a Moral maçônica é a moral solidária (que tem responsabilidade recíproca).
A Maçonaria procura fazer penetrar na consciência dos Maçons a seguinte fórmula: faz tudo o que pode contribuir para a felicidade da Humanidade; abstenha-se de fazer tudo o que pode causar prejuízo ou pena à Humanidade. A Maçonaria ensina aos seus adeptos: fazes parte da Humanidade, a sua (dela) prosperidade é a tua prosperidade: o seu sofrimento é o teu sofrimento; o que é bom ou mau para ela o é igualmente para ti; a Humanidade florescente é o teu Paraíso; a Humanidade perecendo é o teu inferno. O Bem é o que, sendo generalizado, criaria à espécie humana condições de existência mais favoráveis à sua felicidade. O Mal é o contrário.
A Maçonaria exige de seus membros, entre outras condições, boa reputação moral. Exige tolerância para com toda forma de manifestação de consciência, de religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam os de conquistar a verdade, a moral a paz e o bem estar social.
Os ensinamentos maçônicos orientam seus membros a se dedicarem a felicidade de seus semelhantes, não somente porque a razão e a moral lhes impõem tal obrigação, mas também porque esses sentimentos de solidariedade os fazem irmãos.
A moral maçônica constitui objeto da sua filosofia racionalista. Esta moral está contida nos símbolos e rituais que, como todos nós sabemos, tem-se mantido sem variação no decorrer dos séculos. A moral maçônica, ao invés da profana, é imutável. Numerosos irmãos nossos através dos séculos tem rendido a vida lutando contra as falsas definições de moral imposta em benefício de dogmas, privilégios e sistemas exclusivistas.
Sendo a Maçonaria uma instituição universal, essencialmente ética, filosófica e iniciática, educa seus membros para serem homens de bem, com sólidos princípios morais e que lutem para seu aperfeiçoamento em benefício individual e social. O maçom deve ser útil ao progresso da moral.
Manter uma moral maçônica requer o domínio das paixões, reconhecer e corrigir nossos defeitos, cultuar a inteligência e praticar os ensinamentos maçônicos.
A virtude é um impulso natural interior que induz à prática do bem. O bem não é um ideal distante a ser buscado, ele se compõe de pequenos eventos que se materializam em cada ação construtiva e em cada passo da nossa vida. A primeira expressão de virtude é o reconhecimento instintivo que responde a tradicional pergunta "de onde viemos e para onde iremos?".
O nosso “Dharma” ou Dever, na realidade, é uma questão que nos envolve de confiança interior, para acreditar em verdades que a nossa razão não tem a capacidade lógica de entendimento. Mas o mais importante é que, através do conhecimento e da incansável busca da verdade, possamos nos manter na senda da luz, na trilha de retorno a nossa origem divina, de volta ao G.'.A.'.D.'.U.'..


BIBLIOGRAFIA
DICIONARIO BRASILEIRO, ENCICLOPÉDIA MIRADOR,
Ritual do Grau 1