domingo, 27 de fevereiro de 2011

A MAÇONARIA E O LIVRO DA LEI

O Livro da Lei é o símbolo de Lei moral que cada Maçom deve respeitar e seguir e representar a não seria justa, nem regular filosofia que cada um adota ou a Fé que anima e governa os homens. Sem a presença do livro da Lei, indispensável nas sessões maçônicas, a Loja.

Baseado nele; em REIS III - está a edificação de nossos Templos: Salomão aparentou-se com Faraó, rei do Egito, pois tomou por mulher a filha de Faraó, e a levou para a cidade de Davi, até que acabasse de edificar a sua casa, e a casa de Jeová e o muro à roda de Jerusalém..”.E nossos instrumentos, adornos e demais objetos, assim como nossos trabalhos, num puro simbolismo, sem escopo religioso lembram as passagens bíblicas. A seguir citaremos neste modesto trabalho de pesquisas que estribado no livro da Lei, como tivemos oportunidades de citar é o símbolo da Lei moral que cada maçom deve seguir e respeitar. A seguir temos os seguintes exemplos:

A BATERIA
À porta do Templo (pp .'.) está escrito em "Lucas" Cap.11 vers. 09: "Batei e serei atendido... Pedi é recebereis.. . Procurai e Encontrareis. .. e o vers. 10 diz: Pois todo aquele que pede, recebe... o que busca encontra... e a quem bate, abrir-lhe-se- a...".

A INICIAÇÃO
Está escrito em "Isaias" capitulo 42 vers. 16: "Encaminharei os cegos para a estrada que não sabes. Fá-los-hei andar por veredas que sempre ignoraram. Mudarei as trevas diante deles em luz e os caminhos tortuosos em direitos".

NA INICIAÇÃO, A PURIFICAÇÃO PELA ÁGUA E PELO FOGO
"Está escrito em Isaias - Capitulo 43 - vers. 02: "quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás nem a chama arderá em ti".

O INICIADO NEM NÚ, NEM VESTIDO 
Está escrito em Êxodo, capitulo 03, vers. 05: "Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra Santa "Ainda está escrito em Isaías - Capitulo 20 vers. 03: Então disse o Senhor: Assim como Isaías, meu servo, andou 03 anos despido e descalço, por sinal e prodígio contra o Egito e contra a Etiópia?

A ESPADA FLAMÍGERA
Na consagração, o Ven.'. por 03 vibrações ou por 03 fagulhas do fogo divino (simbolicamente) proclama maçom o iniciado depois de receber a luz. Assim o Ven.'. transmite ao Obr.'. chama iniciática. - Simbolicamente morto para o mundo profano, o iniciado adquire uma nova alma que o habilita a uma nova vida. A vida maçônica, está escrito em Gênesis, Capitulo 03, vers. 24: "E expulso do homem, colocou querubins ao oriente do Jardim do Éden, e o refulgir de uma espada que se resolvia, para guardar o caminho da árvore da vida".

O SIGILO MAÇÔNICO
Está escrito em "REIS III", Capitulo 06, vers. 07: "Edificava-se a casa com pedras já preparadas nas pedreira, de maneira que nem martelo, nem machado, nem instrumento algum de ferro se ouviu na casa quando a edificavam".

A PEDRA BRUTA
Está escrito no 1 Livro - Epístola de Pedro, Cap. 02, vers. 04 e 05: "Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim. pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo".

A TAÇA SAGRADA
Está escrito em "SALMOS", Cap. 75, vers. 08: "Porque na mão do Senhor há um cálice, cujo vinho espuma, cheio de mistura, dele dá a beber; servem-nos até as escórias, todos os Ímpios da terra".

O AMOR AO PRÓXIMO
O ritual do primeiro grau é abundante de amor ao próximo. Está escrito no Livro "Epistola de João, Cap. 03, vers. 11: "Porque a mensagem que ouviste desde o princípio é esta, que nos amemos uns aos outros".

OS TRES PASSOS DO APRENDIZ
Os passos em esquadria, significam que o passo é justo, é reto. Isto quer dizer que a retidão é necessária a quem deseja vencer na ciência e na virtude. Está escrito em ISAIAS, Cap. 26, vers. 07: "A Vereda do justo é plana; tu que é justo, aplanas a vereda do justo".

A NECESSIDADE DE 07 IIr.'. PARA UMA LOJA PERFEITA
Está escrito em Provérbios - Cap. 09, Vers. 01, "A sabedoria edificou a sua casa e lavrou as suas sete colunas".

MAÇOM INIMIZADO OU NÃO RECONCILIADO COM SEU IR.'. NÃO DEVE ENTRAR EM LOJA
Está escrito em São Matheus, Cap. 05, vers. 23 e 24: "te lembraras que teu Ir.'. tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar tua oferta, vai primeiro reconciliar- te com teu Ir.'. e então voltando, faze a tua oferta".

OS MAÇONS DESEJAM PAZ UNIVERSAL
Está escrito em ISAÍAS, Cap. 02, vers. 04: "ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações, estes converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra".

O OLHO QUE TUDO VÊ
Está escrito em SALMOS, Cap. 34, vers. 15: "Os olhos do Senhor repousam sobre os justos e os seus ouvidos estão abertos a seu clamor".

A BENEF.'. MAÇ.'.
Está escrito em MATHEUS, Cap. 06, vers. 02 e 03: "Quando pois, deres esmola, não toques trombetas diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu porém ao dares a esmola, atua mão esquerda o que faz a tua direita".

A TRANSMISSÃO DA PALAVRA SAGRADA
Segundo a lenda, quando da construção do Templo de Jerusalém, a palavra dos Mestres era possuída por três personagens que tinham o poder de comunicá-las de maneira que a ausência ou desaparecimento de um só dentre eles tornava-se esta comunicação impossível. E efetivamente uma loja não pode ser aberta sem o concurso de três Mestres. Está escrito em JÓ, Cap. 04, vers. 12: "Uma palavra me foi dita em segredo e os meus ouvidos perceberam o sussurro dela".
 

domingo, 9 de janeiro de 2011

UM VASO DIVINO... O CORPO HUMANO.














O corpo humano é formado por 10 mil quatrilhões de átomos, em uma colônia orgânica de 70% de ÁGUA e 60 trilhões de células que têm tarefas diversas, com funções especializadas e sincronizadas em perfeita coordenação hierárquica. Pense-se que uma célula-ovo é constituída de 8640 quatrilhões de átomos, recolhidos em 1728 trilhões de moléculas e que o menor organismo vivente é constituído, pelo menos, por 4 trilhões de moléculas. Um átomo tem o diâmetro de cerca de um décimo milionésimo de milímetro, enquanto o núcleo e os elétrons oscilam entre cem bilionésimos e um trimilionésimo de milímetro.
Somente um centímetro cúbico de hidrogênio contém 54 bilhões de átomos. Vejamos a distribuição: 65,40+25,60+7,50+1,25 = 99,75, assim distribuídos:

  • 65,400 % = 6.540 quatrilhões em átomos de Hidrogênio
  • 25,600 % = 2.560 quatrilhões em átomos de Oxigênio
  • 7,500 % = 750 quatrilhões em átomos de Nitrogênio
  • 1,250 % = 125 quatrilhões em átomos de Carbono
  • 0,200 % = 20 quatrilhões em átomos de Fósforo
  • 0,049 % = 4,9 quatrilhões em átomos de Enxofre
  • 0,001 % = 100 trilhões em átomos de: Cálcio, Ferro, Cobre, Manganês, Magnésio, Potássio, Sódio, Cloro e Iodo.
Todo átomo é composto de um núcleo positivo em repouso ou rotativo sobre si mesmo, em torno do qual, com uma velocidade de 30 km por segundo, (108.000 km/h) move-se uma miríade de elétrons de carga variada, de número diverso conforme cada único elemento.
Num centímetro cúbico do ar que respiramos cerca de 30 bilhões de moléculas se precipitam com velocidades fantásticas, chocando-se e mudando rumo cerca de 10 milhões de vezes num segundo. Respiramos esse mundo cinético e, assim formamos inúmeras outras combinações de movimentos, das quais deriva o nosso funcionamento orgânico e a nossa vida.
Pense-se que o aspecto físico da matéria, como também do nosso corpo, é devido simplesmente ao vertiginoso movimento dos elementos dos átomos que o constituem, e que dessa forma se regem por que são guiados por um pensamento inteligente, embora escondido em nosso inconsciente; e então, que significa a presença dessa inteligência que, através de nosso inconsciente nos plasma e nos mantém a vida, à nossa revelia, senão a imanência de Deus?

“No corpo humano, temos na Terra o mais sublime dos santuários e uma das super maravilhas da Obra Divina.Da cabeça aos pés, sentimos a glória do Supremo Idealizador que, pouco a pouco, no curso incessante dos milênios, organizou para o espírito em crescimento o domicílio de carne em que a alma se manifesta. Maravilhosa cidade estruturada com vidas microscópicas quase imensuráveis, por meio dela a mente se desenvolve e purifica, ensaiando-se nas lutas naturais e nos serviços regulares do mundo, para altos encargos nos círculos superiores.
A bênção de um corpo, ainda que mutilado ou disforme, na Terra, é como preciosa oportunidade de aperfeiçoamento espiritual, o maior de todos os dons que o nosso Planeta pode oferecer. Emmanuel - (Roteiro) [55 pág. 62]
O corpo humano é um conjunto de células aglutinadas ou de fluidos terrestres que se reúnem, sob as leis planetárias, oferecendo ao Espírito a santa oportunidade de aprender, valorizar, reformar e engrandecer a vida.

Paternidade e maternidade, raça e pátria, lar e sistema consangüíneo são conjugados com previdente sabedoria para que não faltem ao reencarnante todas as possibilidades necessárias ao êxito no empreendimento que se inicia.
E senhor das experiências adquiridas que lhe despontam do ser, em forma de tendências e impulsos, recebe o Espírito um inteiramente novo, em olvido temporário, mas não absoluto, das experiências pregressas, corpo com o qual será defrontado pelas circunstâncias favoráveis ou não do caminho que deve percorrer, para prosseguir na obra digna em que se haja empenhado ou para retificar as lições em que haja falido.
Nessas diretrizes, nem sempre estará integrado normalmente na posição em que a vida mental e o campo somático se mostram em sinergia ideal.
Às vezes, deve sofrer mutilações e enfermidades benéficas, inibições e dificuldades orgânicas de caráter inevitável, porque, de aprendizado a aprendizado e de tarefa a tarefa, quanto o aluno de estágio a estágio para as grandes metas educativas, é que se levantará, vitorioso, para a ascensão à Imortalidade Celeste.
Constituído por bilhões de células ou individualizações microscópicas, que se ajustam aos tecidos sutis da alma, partilhando-lhes a natureza eletromagnética, lembra uma oficina complexa, formada de bilhões de motores infinitesimais, movidos por oscilações eletromagnéticas, em comprimento de onda específica, emitindo radiações próprias e assimilando as irradiações do plano em que se encontram, tudo sob o comando de um único diretor: a mente.”
(EMMANUEL - psicografado por Chico Xavier).

“Vosso corpo é o templo do espírito, que habita em vós, proveniente de Deus. O perispírito modela o organismo de que o Espírito tem necessidade, encontrando o processo de reencarnação nos genes e cromossomos as matrizes fixadoras das necessidades de reparação da criatura. Dessa forma, cada ser em desenvolvimento na Terra possui o corpo que lhe é necessário para a evolução.”
(JOANNA DE ÂNGELIS - Psicografado por Divaldo Pereira Franco).

domingo, 14 de novembro de 2010

A CARTA DE BOLONHA, DE 1248 E.´. V.´.

O mais antigo documento maçônico conhecido no mundo o “Statuta et Ordinamenta Societatis Magistrorum Tapia et Lignamiis” ou “Carta de Bolonha” foi redigido originalmente em latim por um escrivão público de Bolonha, a partir das ordens do prefeito de Bolonha, Bonifacii di Cario, no dia 8 de agosto de 1248. O original é conservado atualmente no Arquivo de Estado de Bolonha, Itália.
Tão importante documento tem sido incompreensivelmente ignorado pelos estudiosos da História da Maçonaria, por mais que as causas de seu esquecimento sejam óbvias, dado o empenho generalizado em ressaltar somente as origens inglesas da Maçonaria, e ainda assim foi publicado A. Gaudenzi no nº 21, correspondente a 1899, do Boletim do Instituto Histórico Italiano, titulando seu trabalho: “As Sociedades das Artes de Bolonha. Seus Estatutos e suas Matrículas”.
Os autos correspondentes à “Carta de Bolonha” estão integrados por documentos datados em 1254 e 1256 e tem sido reproduzido integralmente e com fotografias do original em um livro com o título “In Bologna. Arte e società dalle origini al secolo XVIII”, publicado em 1981 – hoje já fora de catálogo – pelo “Collegio dei costruttori edili di Bologna”.
Consciente da importância maçônica de tal documento, o Ir.´. Eugenio Bonvicini o editou em 1982 juntamente com um ensaio de sua autoria, apresentado oficialmente por ocasião do “Congresso Nacional dos Sublimes Areópagos da Itália do Rito Escocês Antigo e Aceito”, reunido em Bolonha naquele mesmo ano. Do trabalho do Ir.´. Bonvicini publicou-se um resumo na Revista Pentalfa (Florença, 1984). Além disso, foi reproduzido em um capítulo de “Massoneria a Bologna”, de Carlo Manelli (Editorial Atanor, Roma, 1986) e em “Massoneria di Rito Scozzese”, Eugenio Bonvicini. (Editorial Atanor, Roma, 1988).
Está bem claro que a “Carta de Bolonha” é, para todos os efeitos, o documento maçônico (original) sobre a Maçonaria Operativa mais antigo encontrado até hoje. É anterior em 142 ao “Poema Regius” (1390), 182 anos ao “Manuscrito de Cooke” (1430/40), 219 anos ao “Manuscrito de Estrasburgo” reconhecido no Congresso de Ratisbona de 1459 e autorizado pelo Imperador Maximiliano em 1488, e 59 anos ao “Preambolo Veneziano dei Taiapiera” (1307).
O conhecido historiador espanhol, especializado em Maçonaria, padre Ferrer Benimeli, SJ, em seu comentário sobre a “Carta de Bolonha” diz (traduzido do italiano):


“Tanto pelo aspecto jurídico, quanto pelo simbólico e representativo, o Estatuto de Bolonha de 1248 com seus documentos anexos nos coloca em contato com uma experiência construtiva que não foi conhecida e que interessa à moderna historiografia internacional, sobretudo da Maçonaria, porque situa-se, pela sua cronologia e importância, até agora não conhecida, à altura do manuscrito britânico “Poema Regius”, do qual é muito anterior e que até hoje tem sido considerado a obra mais antiga e importante”.

A “Carta de Bolonha” confirma o texto das Constituições de Anderson, 1723, quando diz tê-las redigido após consultar antigos estatutos e regulamentos da Maçonaria Operativa da Itália, Escócia e muitas partes da Inglaterra. Revisando o texto do “Statuta et ordinamenta societatis magistrorum tapia et lignamiis”, não resta a menor dúvida de que este foi um dos estatutos e regulamentos consultados por Anderson. Os estatutos de 1248 foram seguidos pelos de 1254/1256, publicados em 1262, 1335 e 1336. Este último esteve vigente e inalterado até que em 1797 a “Società dei maestri muratori” foi dissolvida por Napoleão Bonaparte.
Em 1257 foi decidida a separação entre os Mestres do Muro e os Mestres da Madeira, que até então eram uma única Corporação, mas separados desde antes nos trabalhos das correspondentes Assembléias tendo, porém, os mesmos Chefes.
No mesmo Arquivo de Estado da Bolonha, conserva-se uma “lista de matrícula” datada em 1272 e ligada à “Carta de Bolonha”, que contém 371 nomes de Mestres Maçons (Maestri Muratori), dos quais 2 são escrivães públicos , outros 2 são freis e 6 são nobres.

Clique no link para ver o documento: A CARTA DE BOLONHA - tradução.

sábado, 24 de julho de 2010

SIMILARIDADES ENTRE A ARTE REAL E A ROSACRUZ R+C



A Alquimia Evidencia Uma Ligação Entre as Duas Ordens.
O rosacrucianismo, assim como a Maçonaria, é um sincretismo de diversas correntes filosóficas-religiosas: hermetismo egípcio, cabalismo judaico, gnosticismo cristão, alquimia etc. A primeira menção histórica da ordem data de 1614, quando surgiu o famoso documento intitulado “Fama Fraternitatis”, onde são contadas as viagens do alemão Rosenkreuz pela Arábia, Egito e Marrocos, locais onde teria adquirido sua sabedoria secreta, que só seria revelada aos iniciados.
    Existe ligação entre a Maçonaria e os rosacruzes e essa ligação começou já na Idade Média. No fim do período medieval e começo da Idade Moderna, com inicio da decadência das corporações operativas (englobadas sob rótulo de maçonaria de Ofício ou operativa), estas começaram, paulatinamente, a aceitar elementos estranhos à arte de construir, admitindo, inicialmente, filósofos, hermetistas e alquimistas, cuja linguagem simbólica assemelhava-se à dos francos-maçons. Como a Ordem Rosa-cruz estava impregnada pelos alquimistas, como já vimos, Dara daí a ligação do rosacrucianismo e da alquimia com a Maçonaria. Leve-se em consideração, também, que durante o governo de José II, imperador da Alemanha de 1765 a 1790, e co-regente dos domínios hereditários da Casa d’Áustria, houve um grande incremento da Ordem Rosa-cruz e sua comunidade, atingindo até a Corte e fazendo com que o imperador proibisse todas as sociedades secretas, abrindo, apenas, exceção aos maçons o que fez com que muitos rosacruzes procurassem as lojas.
   Ambas as Ordens são medievais, se for considerado o maior incremento da Maçonaria de Ofício durante a Idade Média e o início de sua transformação em Maçonaria dos Aceitos (também chamada, indevidamente, de “Especulativa”).Se, todavia, considerarmos o início das corporações operativas, em Roma, no século VI antes de Cristo, a maçonaria é mais antiga. Isso, é claro, levando em consideração apenas, as evidências históricas autênticos e não as “lendas”, que fazem remontar a origem de ambas as instituições ao antigo Egito.
    A maçonaria é uma ordem totalmente templária, ou seja, os ensinamentos só ocorrem dentro das lojas. Já a Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz - AMORC dá ao estudante o livre arbítrio de estudar em casa ou em um templo Rosa-cruz. O estudo em casa é acompanhado à distância, e assim como a maçonaria, é composto de vários graus, que vão do neófito (iniciante) ao 12º grau, conhecido como grau do ARTESÃO.
    O estudo no templo, mesmo não sendo obrigatório, proporciona ao estudante além do contato social como os demais integrantes, a possibilidade de participar de experimentos místicos em grupo, e poder discutir com os presentes os resultados, e por último, a reunião templária fortalece a egrégora da organização, o que também ocorre na maçonaria.
Da Regeneração e Imortalidade a Reformador Social.
    A partir da metade do século XVIII e, principalmente, depois de José II, com a maciça entrada dos rosacruzes nas lojas maçônicas, tornava-se difícil, de uma maneira geral, separar Maçonaria e rosacrucianismo, tendo, a instituição maçônica, incorporado, aos seus vários ritos, o símbolo máximo dos rosacruzes: ao 18º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, ao 7º grau do Rito Moderno, ao 12º grau do Rito Adoniramita etc.

    O Cavaleiro Rosa Cruz, é, como o próprio nome diz, um grau cavalheiresco e se constitui no 18º Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito. A sua origem hermetista e a sua integração na Maçonaria, durante a Segunda metade do século XVIII, leva a marca dos ritualistas alquímicos, que redigiram naquela época os rituais dos Altos Graus. O hermetismo atribuído ao Grau 18 é perceptível no símbolo do grau, que tem uma Rosa sobreposta à Cruz, representando esta, o sacrifício e a Rosa o segredo da imortalidade, que nada mais é do que o esoterismo cristão, com a ressurreição de Jesus Cristo, ou seja, a tipificação da transcendência da Grande Obra.
    A Maçonaria também incorporou, em larga escala, o simbolismo dos rosacruzes, herdeiros dos alquimistas, modificando, um pouco, o seu significado e reduzindo-o a termos mais reais. Assim, o segredo da imortalidade da alma e do espírito humano, enquanto é aceito o princípio da regeneração só pode ocorrer através do aperfeiçoamento contínuo do homem e através da constante investigação da Verdade. O misticismo dos símbolos rosacruzes, todavia, foi mantido, pois embora a Maçonaria não seja uma ordem mística, ela, para divulgar, a sua mensagem de reformadora social, utiliza-se do misticismo de diversas civilizações e de várias correntes filosóficas, ocultistas e metafísicas.
As Iniciações.
    Uma singularidade entre a AMORC e a Maçonaria, são as iniciações nos seus respectivos graus, sendo que para ambas, a primeira é a mais marcante. No caso da Maçonaria a iniciação é ao grau de Aprendiz, e da AMORC, a admissão ao 1º grau de templo. As iniciações têm o mesmo objetivo, impressionar o iniciante, levá-lo à reflexão, para que ele decida naquele momento se deve ou não seguir adiante, e se o fizer, assumir o compromisso de manter velado todos os símbolos, usos e costumes da instituição de que fará parte.
O Simbolismo.
    Vários são os símbolos comuns às duas instituições, a começar pela disposição dos mestres com cargos, lembrando os pontos cardeais, e a passagem do Sol pela Terra, do Oriente ao Ocidente.
    Cada ponto cardeal é ocupado por um membro. A figura do venerável mestre na maçonaria, ocupando sua posição no Oriente, encontra similar na Ordem Rosa-cruz, na figura de um mestre instalado, que ocupa seu lugar no leste. A linha imaginária que vai do altar dos juramentos ao Painel do Grau, e a caminhada somente no sentido horário, também é similar. Em ambos os casos o templo é pintado na cor azul celeste, e a entrada dos membros ocorre pelo Ocidente.
    O altar dos juramentos encontra semelhança no Shekinah na ordem Rosa Cruz, sendo que neste último não se usa a bíblia ou outro livro, mas sim 3 velas dispostas de forma triangular, que são acesas no início do ritual e apagadas ao final deste, simbolizando a luz, a Vida e o Amor.
    Outra semelhança é o uso de avental por todos os membros iniciados ao adentrarem o templo, enquanto que os oficiais, (equivalente aos mestres com cargo), usam paramentos especiais, cada qual simbolizando o cargo que ocupa no ritual.
    O avental usado pelos membros não diferencia o grau de estudo.
    Algumas das diferenças ficam por conta da condução do ritual, onde na rosa cruz tem caráter místico-filosófico.
    Os iniciantes na Ordem Rosa Cruz recebem seus estudos em um templo separado, anexo ao templo principal, enquanto os aprendizes maçons recebem suas instruções juntamente com os demais irmãos e, finalmente, o formato físico da loja maçônica lembra as construções greco-romanas, enquanto que a Ordem Rosa Cruz (AMORC) lembra as construções egípcias.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

IMPERDÍVEL – LANÇAMENTO DE LIVRO DO IRMÃO BENEDITO MARQUES.

A ideologia maçônica tem por fundamento a crença da existência de um criador do Universo, DEUS, o Grande Arquiteto do Universo. Tem ainda como regra a lei natural; como causa, a busca da VERDADE, da LIBERDADE, baseadas na LEI MORAL; como principio, a LIBERDADE, a IGUALDADE e a FRATERNIDADE, a CARIDADE; como frutos, a VIRTUDE, a SOCIABILIDADE e o PROGRESSO; por fim, a FELICIDADE, a PAZ e a CONCÓRDIA para a humanidade.

A história da Arte Real certamente nos proporciona grandes e peculiares episódios, protagonizados por personagens dos mais variados universos, que, por conta disso, ganha o status de uma história única, diferente de todas as outras. São histórias de vida que, uma vez unidas, formam uma rede de acontecimentos e visões de mundo que regem a tônica dos eventos ocorridos em uma conjuntura estabelecida.
Dessa forma, busquei os contornos para transmitir o convite feito pelo valoroso Irmão Raimundo Ferreira Marques, Grão Mestre Ad Vitam, do Grande Oriente Autônomo do Maranhão – GOAM, ex-Procurador Geral do Estado do Maranhão e atualmente Conselheiro Federal da OAB-MA, que transcrevo Ipsis litteris:

“...Aproveito para lhe convidar ou lhe "convocar" para o lançamento do Livro MARCAS DO PASSADO - PARTICIOAÇÕES CIRCUNSTANCIAIS DE MAÇONS EM EPISÓDIOS DO BRASIL-HISTÓRIA, do meu e nosso irmão Benedito Marques. Fiz o prefácio. Asseguro-lhe que é uma obra de fôlego. Revolucionária, instigante e alentadora. O acontecimento, se dará na Loja Guardiã da Independencia, do GOAM, na terça feira dia 27 deste, a partir das 21 horas. fraternalmente Raimundo Marques.”


Benedito Ferreira Marques, nascido no interior do Maranhão em Barro Branco, começou seus estudos em escola pública e, com a dedicação que lhe é peculiar, foi galgando os degraus que o levariam à universidade, sonho de qualquer jovem, de fato difícil de conquistar, mas não impossível para quem tivesse perseverança, como tem nosso homenageado.
Por esse motivo, com o objetivo de buscar novas oportunidades para seu crescimento pessoal, profissional e cultural, se mudou para São Luis, ingressando na Universidade Federal do Maranhão, no curso de Direito, lugar onde conheceu sua esposa, a jovem Nelice, que cursava Serviço Social, onde desse matrimônio, nasceram as filhas Marlice e Carla Regina.
O nosso Irmão escritor formou-se com louvor e se mudou para as terras goianas na década de 70, devido à aprovação no concurso do Banco do Brasil para a carreira de advogado daquela importante instituição financeira.
Mas sua estada ali realmente seria breve, pois estava disposto a alçar vôos maiores e desafiadores, notadamente em sua profissão, por isso, começou a se aprofundar cada vez mais em seus estudos, tornando-se um dos mais respeitados conhecedores do Direito Agrário.
Com especialização em Direito Civil pela Universidade Federal de Goiás; especialização também em Direito Agrário e Comercial na mesma universidade, onde conquistou o título de Mestre em Direito Agrário no ano de 1988. Em 2004, alcançou o título de Doutor pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE.
Possuidor de um currículo invejável, tendo destaque nas atividades profissionais: na Universidade Federal de Goiás, Subchefe do Departamento de Direito Privado; Coordenador do Curso de Mestrado em Direito Agrário; Diretor de unidade e de Vice-Reitor, o qual acumula com o de professor adjunto, ministrando aulas em nível de graduação e pós-graduação.
Foi também professor convidado da importante instituição de ensino do Estado de Goiás, a Universidade Católica de Goiás. Acompanhou projetos de pesquisa, participou de inúmeras bancas examinadoras de mestrado e ainda encontrou tempo para produzir artigos, textos em jornais, trabalhos publicados em anais de congressos e seus livros, demonstrando toda sua cultura acadêmica.